31/07/2011

29/07/2011
28/07/2011
E ...
27/07/2011
25/07/2011
15/07/2011
06/07/2011
Seu esforço não é necessário se não acredita.
"Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz."
04/07/2011
Eu nunca irei entender
As pernas moviam-se calmamente, ainda que o corpo demonstrasse a ansiedade estagnada dentro de mim. Os olhos vermelhos e as mãos trêmulas; tinha algo de errado. Os batimentos do meu coração podiam ser ouvidos a metros de distância, o que era um tanto perturbador. É incrível como tantos pedacinhos quebrados conseguem pulsar sangue com a mesma eficiência, não é? É, é incrível como você simplesmente não deixa de viver porque teu coração tá partido. Ainda que na minha mente tudo esteja tão dolorido, tão recente… Eu tenho que seguir em frente. Tenho que ser forte o suficiente para isso, e é exatamente o que eu estou tentando fazer. Podia ver meus lábios sendo contraídos numa tentativa falha de segurar o nervosismo… Podia ver toda a minha estrutura tentando arranjar uma maneira de impedir que a situação mexesse tanto comigo, mas coração partido é bobo. Por mais que tentasse — e olha que tentava — controlar toda essa dor que sentia, não conseguia. Fora de casa, na rua com pessoas, talvez soubesse camuflar um pouco disso; mas sozinha, no silencio escuro da noite, não havia como esconder. Derramava lágrimas e, ainda que fosse babaquice chorar por isso — era o que todos diziam — só eu sabia quanto doía; só eu sabia quanto tinha de aguentar e como era difícil. Mas sabia que tudo ia passar, que um dia não haveria mais dor. Só restava saber que dia era esse… E o quão distante ele estava do agora, do presente e do maldito adeus.
03/07/2011
Teatro dos Vampiros
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...
E nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
É sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos...
Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir
Esquecer, dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas
Possam se encontrar...
Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo
E não consegui dormir...
Vamos sair!
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...



