Nossa! A quanto tempo não passo por aqui. Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou. As dores das quais aqui eu desabafa não mudaram, só me acostumei com elas. Umas aumentaram e outras chegaram pra se acomodar junto as antigas.
Um dia acordei e meio a rotina e no outro dia sai totalmente dela. No outro dia ali estava eu, em outra casa, outra vida, com menos uma pessoa e mais uma dor. Que saudade de você meu irmão! Que falta é essa que você me faz? Até hoje parece que não me acostumei em não te ter mais aqui. Ainda, sem perceber, te espero pra almoçar, ou pra me mandar desligar a TV porque estava a minha espera. Esperei o teu abraço no meu aniversário como nunca, te espero aos sábados pra nos acordar com aquela barulheira... Mas no fim dos dias vejo que você não veio, que não chegou e que nunca vai chegar. Tenho uma dor e ao mesmo tempo muita raiva, acho que ninguém tem o direito de em um belo dia acordar e pensar que pode estragar não só aquele dia mas a vida das pessoas. A pessoa que fez isso imagino que dorme tranquilamente pois pra ele não somou nem subtraiu não é mesmo?! Já pra gente, nossa... Ta um buraco aqui,você insubstituível pra mim. E a saudade e a indignação que tenho irá permanecer. Ainda não tenho tenho o dom do perdão, não esse. Hoje fico perplexa com quem tem, porque realmente não é fácil. Não se preocupe, meu afilhado está a coisa mais linda e esperta do mundo. Custoso que só vendo, daquele jeito que você sonhava em ver. Espero poder mostrar a ele com o passar dos dias o pai maravilhoso que ele não pode ter, espero eu poder ensiná-lo a ter a metade do orgulho que eu tenho de você.

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